Uma janela sobre o mundo bíblico

Gostaria de saber como era a divisão do Templo na época de Jesus e se existe alguma imagem para melhor entender.



  • Pergunta de Carlos Alberto dos Santos, Araraquara - SP
  • 1638
  • 26/07/2018
Odalberto Domingos Casonatto

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 Olá Carlos Alberto dos Santos de Araraquara - SP!

Sobre o Templo de Jerusalém encontramos muitos escritos, descrições e imagens. Por ser o templo importante centro religioso do Judaísmo ele sempre ocupou lugar de destaque nas descrições da cidade de Jerusalém.

O templo na compreensão do judaísmo é o Centro religioso por excelência, o centro comercial e econômico de Israel, por causa do intenso movimento de peregrinos e de receitas provenientes de judeus de todo o mundo (da Palestina e da Diáspora – judeus da dispersão), e ali deixavam seu dízimo e ofertas sagradas. O Templo era também o centro político, pois aí reunia-se o Sinédrio.

Jesus conheceu o terceiro Templo: 1º, o de Salomão; 2º , reconstrução de Zarobabel; o 3º, a reconstrução de Herodes. Foi sempre apenas um para todos os judeus, que deviam visitá-lo pelo menos uma vez na vida, e os que podiam estando mais perto irem a Jerusalém nas três festas de preceito anuais: Páscoa, Pentecostes, Tendas.. Hoje ocupa o seu lugar a mesquita de Omar.

O Templo erguia-se no meio duma esplanada com cerca de 300 x 480 metros, «o pátio dos gentios», cercado de alta muralha. Situado numa colina (Sião), dominava a cidade. A grande praça estava rodeada de arcos e pórticos, existindo nove portas. Nos arcos reunia-se o povo para a discussão, o ensino e ao pagamento dos tributos ao templo (todos os judeus maiores de 20 anos deviam pagar dois dias de trabalho por ano, vivessem onde vivessem) e para a compra de vítimas para os sacrifícios (vacas, cordeiros, pombas...).

Na primeira esplanada entravam todas as pessoas, até os não judeus (gentios, povo), mas, uma vez dentro, uma nova barreira avisava com letreiros em latim e grego que os não-judeus não podiam avançar sob pena de morte. Passada a barreira um outro muro separava o lugar das mulheres e dos homens. Chamado pátio das mulheres; e o pátio de Israel, reservado aos homens, separado, por uma balaustrada, do pátio dos sacerdotes.

Segue um luxuoso salão para as reuniões do Sinédrio. No pátio dos sacerdotes estava o altar dos sacrifícios (25 m de lado por 7,5 m de altura). Aí é imolado, de manhã e à tarde, um cordeiro como «sacrifício perpétuo» e os inumeráveis sacrifícios privados. O cordeiro pascal deve ser aí imolado antes de ser comido em família. Por detrás estava o santuário, um (edifício cúbico com 50 m de lado), com o interior dividido em duas partes: o primeiro ao entrar era o Santo (onde estavam o altar do incenso, o candelabro de sete braços - Menorá -permanentemente acesos, e mesa dos pães da proposição, renovados cada sábado); e o Santo dos Santos separado do anterior por dupla cortina (véu), câmara vazia fechada pelo véu do Templo, onde outrora se encontrava a arca da aliança, só o Sumo Sacerdote pode penetrar, uma vez por ano, no dia do Yon Kippur – dia do Perdão), para oferecer o sacrifício expiatório de Israel. É o lugar santo da presença de Deus.

Sobre a divisão do templo, veja a imagem abaixo, com as divisões em inglês, ou entre nesse link.

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