Nós chamaremos de "candelabro", quilo que você diz ser um “castiçal”, conforme traduz a Bíblia Almeida. No Apocalipse ele é  já mencionado no primeiro capítulo, em 1,12:

“Voltei-me para ver a voz que me falava; ao voltar-me, vi sete candelabros de outro e, no meio dos candelabros, alguém semelhante a um filho de Homem”

Esse mesmo conceito é repetido em 2,1:

“Assim diz aquele que segura as sete estrelas em sua mão direita, o que anda em meio aos sete candelabros de ouro”.

O candelabro aqui mencionado é aquele que se encontrava no Templo de Jerusalém e que foi tomado por Tito, no ano 70 depois de Cristo, quando o Templo foi destruído, e levado para Roma. É conhecido com o nome de Menorá É um símbolo muito importante na tradição dos judeus e aparece inclusive na bandeira do atual estado de Israel, rodeado por dois ramos de oliveira.

A construção desse objeto está descrita na revelação feita por Deus a Moisés, como lemos em Êxodo 25:31-40. Sua base era adornada com imagens de flores e frutas. Inicialmente foi colocada na tenda-santuário, que acompanhava os judeus no deserto, depois na antecâmara do Templo. Desapareceu na destruição do templo pela Babilônia e foi reconstruída e colocada no segundo Templo, quando os judeus voltaram do exílio.

No Apocalipse, o autor recorda que aquele que escreve às 7 igrejas é alguém que está em íntima conexão com esse candelabro, que estava no Templo, lugar divino. Portanto, Apocalipse dá esse detalhe para mostrar que quem manda a carta às comunidades é o próprio Deus.

 

A Menorá

Era um castiçal com 7 braços, com uma lâmpada à base de azeite na extremidade de cada braço. No Templo de Jerusalém, ficava aceso do anoitecer até ao amanhecer, mas uma ou mais de suas lâmpadas permaneciam acesas também durante o dia. Na reconsagração do Templo pelos Macabeus, embora fosse suficiente apenas para um dia, o azeite das lâmpadas bastou milagrosamente para deixar acesas as lâmpadas por oito dias. Daí a festa de Hannukka, caracterizada pela iluminação do candelabro.

Em Roma existe um monumento, conhecido como “Arco de Tito”, com um baixo-relevo, que mostra o transporte triunfal desse objeto a Roma, depois da conquista de Jerusalém pelos romanos, em 70 depois de Cristo. Era ao mesmo tempo um objeto de grande valor, construído como era em ouro puro, e o símbolo da Judeia derrotada. Inicialmente, foi mantido no Templo da Paz, nome dado ao Fórum das Vespasianas, entre os Fóruns e a Suburra. Durante o saque de Roma em 455 pelos vândalos de Gensericus, ela foi transportada para Cartago com o resto dos objetos saqueados. De lá foi levada de maneira triunfal para a Bizâncio, atual Instambul, na Turquia, por Belisário, general do exército do Imperador Justiniano, quando conquistou Cartago, em 533.

Depois disso não se tem mais notícia dela. Muitas lendas falam do seu paradeiro: para alguns está no rio Tibre, em Roma, para outros está em Jerusalém. Mas é muito provável que o fato de ser em ouro maciço tenha levado a sua fusão, para outros usos.

Menora