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Descoberta de arqueólogos israelenses coloca em xeque teorias sobre a origem do Homo sapiens



  • RBS
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  • 28/12/2010
Luiz da Rosa

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Dentes com mais de 400 mil anos de existência podem indicar que o homem moderno não surgiu na África. De fato, arqueólogos israelenses anunciaram no último dia 27 de dezembro a descoberta do que pode ser a mais antiga evidência da existência do homem moderno, o que pode alterar as teorias sobre a origem do Homo sapiens.

Uma equipe da Universidade de Tel-Aviv encontrou, em uma gruta no centro do país, dentes que podem ser de Homo sapiens e que têm pelo menos 400 mil anos de existência. Até então, os vestígios mais antigos do homem moderno tinham, no máximo, a metade desta idade.

— É muito emocionante chegar a esta conclusão. Isso muda todo o panorama da evolução — afirma o arqueólogo Avi Gopher, cuja equipe examinou o achado com aparelhos de raios-X e tomografia computadorizada.

No entanto, o cientista indicou que é necessária uma investigação mais detalhada para fortalecer sua afirmação. Atualmente, a teoria mais aceita sobre a origem do homem moderno diz que os Homo sapiens se originaram na África e migraram para fora do continente. Para Gopher, se os restos encontrados pela sua equipe forem mesmo de Homo sapiens, a espécie pode ter surgido no território que hoje corresponde a Israel, e não na África.

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