Uma janela sobre o mundo bíblico

Ser santo



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  • 15/01/2011
Alessandro de Azevedo Moreira Moreira

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O Vaticano anunciou que o falecido Papa João Paulo II está mais próximo de se tornar um santo da Igreja. Seu corpo transferido para outro caixão para um altar na basílica de São Pedro para que as pessoas possam lhe prestar homenagem. A Santa Sé afirma que o milagre atribuído à intercessão de João Paulo II junto a Deus diz respeito à irmã Marie Simon-Pierre Normand, uma freira francesa de 49 anos diagnosticada com a doença de Parkinson, enfermidade com a qual o próprio papa também sofria.

O vocábulo santo tem sido alvo de muita confusão e ignorância. As maiorias das pessoas, inclusive os católicos fomentados por sua Igreja, pensam que ser santo é necessariamente: ter poderes sobrenaturais para curar alguém, ser intercessor perante a Deus, sofrer muito, passar fome, andar descalço, não se casar, não ter família, ser triste, doar os bens aos pobres e acima de tudo, ser pobre do ponto de vista financeiro.

Qualquer pessoa pode e deveria tentar ser santo e isto não é coisa de católico como o dizem certos desavisados. O chamamento tem relação direta a seguir os passos de Deus em consonância a sua boa nova, sendo um missionário e imitador de Jesus. É assunto importante e sobre a temática o apóstolo Paulo diz o seguinte:
“1 CO 7.14 - Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.”

Ser santo é também:
a) Lutar para a busca de uma sociedade sem desigualdades onde os mais fracos jamais sejam despojados (Mt. 23,14).
b) Ser santo é viver a alegria do conhecimento de Deus com oração e fé; é sofrer as angústias da história como resultado de nossos vínculos com um padrão que o mundo não conhece (Mt. 11,25-27; 5,11-12).

Não se deveria fomentar o uso errado da importância e utilidade do vocábulo e principalmente da função de ser santo uma vez que o chamamento é para todos; uma parcela considerável dos cristãos quando fala sobre o assunto tem uma visão que é tarefa apenas para alguns seres especiais.

O correto seria que qualquer instituição religiosa que se utilizasse da pedagogia dos santos, retificar práticas equivocadas, ligadas a sincretismos religiosos que denigrem a imagem e mensagem destes grandes homens e mulheres. É importante evitar que as pessoas permaneçam na escuridão da ignorância, a praticarem usos e costumes que não tem a menor relação aos ensinamentos de Jesus.

Essa pedagogia consiste simplesmente, em utilizar das ações destes homens e mulheres consagrados a causa de Deus, como exemplos humanos a serem seguidos; se Antônio, Francisco e Madre Teresa conseguiram, qual seria o empecilho pra nós?

Basta que nos voltemos de verdade a Deus e – não segundo as nossas conveniências – que ele falará conosco e nos mostrará o caminho certo a ser trilhado e, sobretudo, nos fará ver que ser santo, é ganhar a vida eterna e este fato por si só, basta para sermos felizes em plenitude.

E o que de especial estas pessoas fizeram? Estas pessoas tentaram seguir a risca os passos de Jesus; eles não tinham como objetivo a glória pessoal e nem tampouco depois de sua morte, estar em altares para serem infelizmente por alguns, adorados.

Em Levítico 20,7 lê-se assim: “Santificai-vos, e sede santos, porque eu sou o Senhor, vosso Deus”.

A missão dos santos não é tarefa simples e fácil. Lutar contra um mundo que nos convida a todo o momento, a desfrutar dos prazeres da carne exageradamente e a ir contra os preceitos divinos, tidos em nosso tempo como ultrapassados, é ter que vencer um leão diariamente.

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