A esta pergunta poderíamos acrescentar outras: Por que Jesus, o Cristo, é o salvador da humanidade? Por que as pessoas têm necessidade de serem salvos? Em que sentido os seres humanos são pecadores?

É verdade, os primeiros 11 capítulos do Gênesis falam de um pecado das origens de Adão e Eva e das conseqüências deste pecado. Porém, a narração do Gênesis não deve ser entendida literalmente, mas como uma tentativa do autor do livro de explicar, através das figuras simbólicas de Adão e Eva e segundo as categorias culturais e literárias típicas do seu tempo, os problemas que fazem parte da existência humana: a dor e a morte. Em poucas palavras, a narração do Gênesis nos quer dizer que a desordem moral começou com a humanidade e é obra do ser humano. Essencialmente esse é um estado de abandono e rejeito de Deus.

Este pecado das origens se torna, na teologia cristã, sublinhada claramente nos livros do Novo Testamento, pecado ‘hereditário’. Ou seja, um pecado que, cometido no início pelo ser humano, dá origem a uma situação de pecado para os primeiros seres humanos e para toda a humanidade, de moto tal que toda pessoa, no momento em que nasce, é já marcado com o sinal do pecado (Veja a carta aos Romanos 5,18-19; 1 Cor 15,21-22). O pecado original é, portanto, uma condição, um estado da pessoa já no seu nascimento. Somente Jesus Cristo, o Filho de Deus, através sua morte, pode restaurar a comunhão original entre Deus e o ser humano.

Não sabemos mais, além da narração mitológica, como tudo isso aconteceu. É algo que nos é pedido que seja acolhido por fé.