Uma janela sobre o mundo bíblico

Breve comentário ao Magnificat



  • Estudo
  • 4426
  • 14/02/2012
Alessandro de Azevedo Moreira Moreira

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Maria, então, disse:

I -Minha alma engrandece o Senhor,
e meu espírito exulta em Deus em meu salvador
porque olhou para humilhação de sua serva”.

È notória a posição de subserviência de Nossa Senhora, mediante a graça por ela recebida, em se tornar o caminho por onde a nova e eterna economia da salvação, adentra na história da humanidade por ato de suprema misericórdia de Deus. Devemos aprender com a experiência de Maria que era pequena e sempre se fez de serva; foi agraciada com a honra de participar do ato mais sublime de Deus em favor de sua criação e mesmo sem entender, obedece. Foi mulher escolhida por Deus como símbolo de servidão de sua parte e de exemplo de amor da parte de seu criador.

 

II -Sim! Doravante as gerações todas me chamarão de bem-aventurada,
pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor”.

Isabel ao ficar repleta do Espirito Santo, com um grande grito, exclama: Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre! Nota-se que a palavra que sua prima usa para lhe fazer um reconhecimento de ser abençoada por Deus, tendo como canal direto de reconhecimento deste título o Espirito Santo, ela o utiliza para falar do filho de Maria que ainda se encontrava no seu ventre e que logo após no segundo momento de sua saudação, reconhece neste filho o seu Senhor. “Donde me vem que a Mãe do meu senhor me visite”. Em outras palavras: Quem sou? ou, o que fiz eu para receber a honra da Mãe do meu Deus me visitar?

 

III - “Seu nome é santo e sua misericórdia perdura de geração em geração
para aqueles que o temem”.

Pontua a santidade de Deus e exalta a sua misericórdia eterna em fazer-se pequeno para todo sempre somente junto aqueles que o temem e o obedecem.

 

IV - “Agiu com a força de seu braço, dispersou o homens de coração orgulhoso”.
“Depôs poderosos de seus tronos e a humildes exaltou”.
“Cumulou de bens a famintos e despediu ricos de mãos vazias”.

Mostra a preferência de Deus não pelos arrogantes, ricos das coisas do mundo e vazios das do alto, como é visível em toda sagrada escritura, mas, acima de tudo para aqueles que se reconhecem pequenos, como o fez Maria, que em vários momentos demonstra a sua servidão como principal traço de sua personalidade; uma servidão obediente diante dos mistérios de Deus que uns insistem em querer minimizar e outros escarnecer, repletos do lodo da estultice tacanha.

 

V - Socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais,
em favor de Abraão e de sua descendência para sempre”.

Lembra a todos que Deus cumpre suas promessas e nunca deixa seus filhos desamparados. Ele escolhe certas pessoas para com ele em ação de parceria, redimirem a humanidade de suas mazelas. Nossa Senhora foi uma destas parcerias que deu certo e por sinal, a mais importante delas; por isso a contemplamos. Ela resgata a dignidade da mulher perdida com Eva, torna-se a primeira a ser redimida e dentro da arquitetura da salvação, co-redentora. O Eterno se fez terreno em Maria; não nos esqueçamos disto nunca!

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