Uma janela sobre o mundo bíblico

Por que as igrejas católicas não podem ser vendidas e as evangélicas sim?



  • Pergunta de Eliana Costa, Rio de Janeiro
  • 6913
  • 22/02/2012
Odalberto Domingos Casonatto

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A pergunta continua:
Esta pergunta me foi feita por um católico e eu não soube responder. Sou Evangélica e sei que fui afrontada. A pessoa alegou que o patrimonio Católico pertence a humanidade e o Evangélico pertence ao proprietário do terreno isso procede? 


Olá Eliana Costa do Rio de Janeiro!

Olha tua pergunta foge aos objetivos do site, que responde a questões bíblicas. Mesmo assim rapidamente colocarei meu pensamento a respeito, já que lendo a pergunta vi uma serie de controvérsias e erros.

Em primeiro lugar dizer que as Igrejas (construções) católicas não podem ser vendidas é uma concepção totalmente errada. Seguidamente leio notícias do fechamento de Igrejas Católicas e Protestantes na Holanda, Inglaterra, Alemanha, USA etc... simplesmente pela falta de fiéis e recursos para a manutenção. Na Alemanha inúmeras paróquias se juntam com outras para poderem se manter e pagarem as taxas que são exigidas pelas Dioceses. Com isto muitas Igrejas, sem mais participação de fiéis são fechadas. Na Rússia e nos países sob seu controle após a 2 guerra mundial, transformaram as Igrejas em museus. Em Berlim, no então regime da Alemanha Oriental a imponente Catedral não foi recuperada e tornou-se um Museu, agora com a unificação das duas Alemanhas foi recuperada.

Em Istambul, a grande Igreja de Santa Sofia, se transformou em Mesquita e hoje e simplesmente um Museu para visita.

 

Igrejas Protestantes e Católicas na Holanda vendidas:

Lendo os noticiários encontrei: “Há anos o número de fiéis está em declínio na Holanda, mas não só lá como em toda a Europa Ocidental. Com isso, cerca de duas igrejas fecham por semana. Ainda existem cerca de 4.400 igrejas na Holanda. Isso afeta principalmente os católicos, que serão forçados a ficar sem metade de suas igrejas nos próximos anos. Mas se para os lideres religiosos a noticia não é boa, para empresários há o outro lado. O fechamento dos templos tem gerado sua transformação em centros culturais, shoppings e até mesmo em mesquitas. Já os bancos da igreja são vendidos de acordo com o tamanho. Os menores, com 3,6 metros de comprimento, podem ser comprados por 40 euros, enquanto os mais longos, de 6 metros, por 60 euros. Já o órgão e a pia batismal, pesando centenas de quilos, no fundo da igreja, são mais difíceis. Marc de Beyer é o homem que fecha as igrejas. Quando uma paróquia é dissolvida, quando uma igreja é fechada, De Beyer está lá. E ele tem muito a fazer. Marc faz a proposta de venda e sua voz ecoa no prédio abobadado, onde a fraca luz de outono entra diagonalmente pelas janelas. De Beyer está atrás de um bloco do tamanho de um freezer. Até 1º de julho de 2006, ele era o altar da Igreja de São Lourenço, em Bilthoven, ao norte de Utrecht. Mas naquele dia a igreja se tornou um imóvel no mercado e o altar, onde os fiéis foram abençoados, casaram e lamentaram, se transformou em um pedaço de cimento. Inicialmente, foi discutida a conversão da igreja em um centro comunitário. Mas queriam vendê-la rapidamente e uma empresa comprou a propriedade consagrada. No ano que vem, São Lourenço será demolida, dando espaço a 62 apartamentos. A tendência tem levado a fusões de igrejas de várias comunidades. São Lourenço, em Bilthoven, consolidou sua congregação com a de oito outras igrejas. Mas nenhuma dessas amálgamas precisa de mais do que uma igreja, um órgão e um altar. Todos os outros cálices, cruzes e bancos precisam ser descartados. O problema, diz De Beyer, é que itens sagrados particularmente não vendem bem. Os prédios, ao contrário, encontram rapidamente novos locatários. Em Helmond, cerca de 80 quilômetros ao sul de Bilthoven, um supermercado se mudou para uma antiga igreja em 2001. Uma livraria abriu em uma antiga igreja dominicana em Maastricht, enquanto igrejas em Utrecht e Amsterdã foram transformadas em mesquitas. Dentre os 17 milhões de habitantes da Holanda, cerca de 850 mil praticam o islamismo. Ainda assim, muitas outras igrejas serão simplesmente demolidas”. (conf. www.comshalom.org)

 

Concluindo:

Assim as noticias que ouvimos confirmam ao contrário daquilo que te afrontaram na questão da venda de Igrejas. A venda de Igrejas, Templos religiosos é uma tendência do nosso tempo. Diz respeito à mudança de locais de morada, de frequência religiosa e que causam dificuldades chegando o ponto final do fechamento e venda. Atingem as Igrejas e Paróquias Católicas como Protestantes.

Mas temos a palavra de Jesus que nos anima, somos nós os templos vivos de Deus. Jesus lembrando o Templo de Jerusalém, com tua sua magnificência alertou não sobrará pedra sobre pedra. (assim aconteceu em 70 d.C.)

Cara Eliana Costa em nossa vida procuremos corresponder a dignidade de nosso corpo, recebida no dia do Batizado, templo vivo de Deus, que merece consideração e respeito.

Os outros templos de pedra, de tijolos magníficas construções, embora sejam casa de Deus, por eles não obteremos a salvação, mas doando nossa vida a Deus, (nosso corpo casa de Deus) poderemos chegar e conviver com ele.

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