Uma janela sobre o mundo bíblico

Muitos afirmam que Jesus é o próprio Deus, usando como referência o texto bíblico do primeiro capítulo de João. Porém eu creio que não, já que, apesar de saber que Jesus é o caminho para se chegar à Deus, em nenhum momento ele pede que o adoremos como se ele fosse Deus. Alías, em João 3,16 está escrito que Jesus é o filho unigênito de Deus. Afinal, quem era Jesus?



  • Pergunta de Robson Rocha de Oliveira, Diadema
  • 21672
  • 22/09/2008
Luiz da Rosa

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Robson, a maioria dos cristãos acredita que Jesus é verdadeiro Deus. Ele é uma das 3 pessoas da Santíssima Trindade, que são o Pai, o Filho e o Espírito Santo: três pessoas e uma única natureza, ou seja, todos os 3 igualmente seres divinos. Esse aspecto doutrinal é uma âncora da fé cristã. Mesmo se não existe uma passagem bíblica que diga literalmente que Jesus é Deus, isso é evidente através de inúmeras passagens bíblicas. Os evangelhos testemunham que o próprio Cristo era consciente disso. Basta tomarmos alguns textos do evangelho que você cita, aquele de João:
• Ele afirma ser um com o Pai (João 10,33).
• Afirma que quem O vê, vê o Pai (João 14,7-9).
• Afirma que preexistia antes de Abraão (João 8,58). Sua afirmação é no presente "Eu Sou", semelhante ao nome com que o Deus Eterno se revelou a Moisés no sinai (Exodo 3,14-15). Isso ficou tão claro para os judeus (sua reivindicação de divindade), que quiseram apredejar a Jesus por blasfêmia.
• Afirma que quem O honra, está honrando o Pai (João 5,23).
• Afirma ter a mesma natureza de vida que existe somente em Deus, o Pai (João 5,26).

De qualquer forma a sua dúvida não é isolada, mas esteve presente em diversos momentos da história. Ultimamente lemos no Códice Davinci a insinuação que a divindade de Cristo teria nascido somente com Constantino, no Concilio di Nicéia (325). Essa é uma afirmação completamente estranha às evidências históricas. Os cristãos, logo no início da igreja, acreditavam em Jesus como Deus e o adoravam como tal. Isso inclusive é testemunhado por fontes pagãs (correspondência entre Plinio e Trajano).

O grande protagonista da contestação de Cristo como Deus foi o arianismo, heresia condenada pelo Concílio de Nicéia. Esse grupo, liderado por Ário, deu vida a um contraste forte entre os cristãos em Alexandria, no Egito. Os seguidores dessa doutrina pensavam que Cristo não fosse igual ao Padre, mas os dois fossem dois esseres divinos diversos, Jesus tendo sido criado e, portanto, um "deus menor". Para combater essa crença foi sublinhada a teologia do homooùsion, ou seja, o Filho era igual ao Pai, isto é, da mesma substância. Essa é a fé que a a maioria dos cristãos professa até hoje.

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