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Quem é a noiva na parábola das dez virgens?



  • Pergunta de Caetano Clovis, Rio Largo
  • 7061
  • 28/01/2013
Luiz da Rosa

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A parábola das 10 virgens é contada em Mateus 25,1-13. Para ajudar a entender o texto poderíamos propor a seguinte divisão:

1-4: A diferente atitude das moças que acompanham o esposo: 5 são prudentes e 5 são insensatas;
5-6: O atrazo do esposo e a sua chegada repentina;
7-9: a diferente reação das moças prudentes e insensatas;
10-12: o diferente destino das moças prudentes e insensatas;
13: conclusão da parábola.

Uma chave de leitura
Nas parábolas, Jesus gosta de usar situações bem conhecida da gente para fazer suas comparações e esclarecer aspectos desconhecidos do Reino de Deus. No caso dessa parábola, ele inventa uma história baseada em um comportamente distinto das moças que acompanham o esposo no dia da festa de casamento. Esse fato, bem conhecido por todos, é usado para esclarecer a chegada repentina do Reino de Deus na vida das pessoas.

Normalmente, da parte de Jesus, não existe uma explicação da parábola, mas diz "quem tem ouvidos para entender, entenda!". Em outras palavras diz: É assim. Escutaram. Agora tentai entender. Ele provoca as pessoas para que os fatos conhecidos da vida quotidiana as ajude a descobrir os apelos de Deus nas suas vidas. Ele conduz os ouvintes para a descoberta do significado da parábola; a experiência que cada um tem do fato da vida contado na parábola, ajuda a descobrir o sentido das palavras de Jesus. Isso mostra como Jesus confiava na capacidade de compreensão das pessoas.

No final da parábola Jesus afirma: "vigiai, portanto, porque não sabeis nem o dia nem a hora". Essa é a chave de leitura, indicando a direção de pensamento de Jesus.

Quem é a noiva?
A sua pergunta pode ter a intenção de esclarecer se o noivo se casaria com todas as jovens ou com uma só, mas na parábola esse fato não tem nenhuma importância. De qualquer forma, há um manuscrito que, vendo como você o problema, acrescenta "e noiva", na frase "saíram ao encontro do noivo (e noiva) (versículo 1)". Mesmo se no judaísmo existiu a poligamia, no tempo de Cristo não era um costume difundido. Nas celebrações, invés, era normal que jovens acompanhassem o esposo. Todavia, tratando-se de parábola, é inútil procurar a verdade histórica; trata-se de uma história inventada e os detalhes não são importantes. O que conta, nas parábolas, é a mensagem.

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