O livro dos Reis (2Reis 25) termina falando do rei Jeconias. Esse rei, na verdade, não governava mais as terras de Israel, que foram conquistadas pelo rei da Babilônia, Nabucodonosor, algum tempo antes. O texto fala de Jeconias como um rei que vive em terra estrangeira, deportado. Normalmente o último rei da terra prometida é dito ser Sedecias, que governou de 598 a.C. até 587 a.C., quando o reino de Judá (Jerusalém) foi conquistado pela Babilônia. Depois da Babilônia a terra santa esteve sob o domínio da Pérsia, dos gregos e, após um breve período protagonizado pelos Macabeus, foi dominada pelos romanos.

Quando falamos de reis de Israel, é importante ter presente que a vida política da palestina, da terra prometida, foi muito conturbada. Ela esteve dividida durante a maior parte da sua vida autônoma. Os únicos reis que governaram toda a terra de Israel foram Saul, Davi e Salomão, os 3 primeiros reis. Após a morte de Salomão, os filhos se dividiram e nasceram o reino do norte (Reino de Israel – Jeroboão) e reino do sul (Reino de Judá – Roboão), cujas capitais eram, respectivamente, Samaria e Jerusalém. O Reino do Norte (Israel) acaba em 722 a.C. antes de Cristo, dominado pelos assírios. O reino do Sul, Judá, continua sua existência por mais dois séculos, até 587 a.C., quando Jerusalém e o templo são destruídos pela Babilônia.

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