Uma janela sobre o mundo bíblico

Por que Acab quis a vinha de Nabot, ele não tinha condição de conseguir a sua própria vinha?



  • Pergunta de Tay , São Paulo/ SP!
  • 7761
  • 23/09/2013
Odalberto Domingos Casonatto

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Olá Tay de São Paulo / SP!

 Bela história bíblica do Rei Acab e Nabot. Rica em ensinamentos e orientações para a vida. Mostram quais são os verdadeiros valores, aquilo que em nossa curta existência devemos buscar.

Respondendo a pergunta mostro pontos importantes que ajudarão na compreensão deste ensinamento.

Para entender a história de Nabot e o Rei Acab (1Rs 21,1-29)

Acab matou Nabot e apropriou-se de suas terras. Todavia, a maldade de sua ação fez com que ele não pudesse usufruir do fruto de sua ganância, porque o Senhor Deus se indignou e através do profeta Elias, o denunciou da maldade e seu castigo. É triste saber que os governantes e reis injustos governam e praticam maldades, mas é compensatório saber que o Universo e dirigido por um soberano justo.

Qual é o espírito que quer governar o mundo?

O mundo pretende dirigir-se e orientar-se por um estilo de vida materialista, com facilidades e raciocínio pragmático. Entretanto, o ensinamento divino pede para cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano. Não devemos almejar o Materialismo – que exige um estilo de vida fundamentado nas coisas materiais. Os materialistas afirmam após essa vida, tudo termina. Não devemos almejar o Hedonismo – este busca desenfreadamente o prazer inteiramente pessoal. Imaginando que seja a paz interior e que a prosperidade deva ser sonho de vida do ser humano. Não devem os almejar o Pragmatismo - que indica um estilo de vida que objetiva o lucro pessoal. Para este tudo este baseado na perspectiva de troca para obter vantagens.

Cobiça como palavra chave no episódio de Acab e Nabot.

A cobiça é visto como um desejo desmedido pelo poder sobre as outras pessoas, glórias e vantagens humanas, dinheiro ilimitado, bens materiais em abundância, etc;

A ambição e cobiça caminham juntas. A cobiça pode acabar com algumas amizades. Cobiçar as coisas dos outros é ter uma ideia fixa e doentia de querer obter algo para si mesmo. Não se preocupa com as consequências.

O que envolvia o episódio de Nabot e Acab. O direito de propriedade.

Em primeiro lugar Acab estava querendo mexer no direito à propriedade no Antigo Israel. Para o povo de Deus conforme o livro de Levítico, a terra pertencia ao Senhor (Lv 25,23). Assim todo israelita tinha muito claro e era consciente de que o Senhor lhe havia dado o direito de explorar a terra como uma concessão. Não passava pela cabeça do israelita a possibilidade de vender a terra que tinha ganho de Deus, isto é era herança divina. No livro dos Números podemos conferir o texto: destaca esse fato:

" A herança dos filhos de Israel não passará de tribo a tribo; os filhos de Israel permanecerão vinculados, cada um, à herança da sua tribo." (Nm 36,7). Bíblia de Jerusalém.

O direito de herança.

Falar em herança para os israelitas era falar em seu bem maior. O Israelita antes de tudo em tempo de dívidas vendia seus bens e não a sua terra. A maior herança que um pai poderia deixar para o filho era a terra. A possessão da terra garantia a vida. Com ela as famílias plantavam ou criavam seus rebanhos. Em um gesto desesperado vendia a terra, mas ele sabia que chegaria o tempo do “ano do jubileu” em que poderia reaver sua terra.

Quem era Nabot?

O nome Nabot deriva-se da língua árabe e quer dizer “rebento” ou “fruto”.

Nascido em Jezreel, no tempo do Rei de Israel Acab,  tinha uma bela vinha ao lado do palácio real. O Rei de Israel Acab cobiçou a sua propriedade, queria comprar esta vinha, mas Nabot, apelando para a Lei (Lv 25,23-24), recusou vendê-la. Nabot acaba morto a pedradas, por motivo de uma falsa acusação, apoderando-se o rei da sua vinha (1 Rs 21,1-16). Então Deus intervém e envia o profeta Elias que assegurou ao rei, que o seu pecado lhe acarretaria terrível retribuição (1 Rs 21,17-24), isto foi confirmado (2 Rs 9).

 

Concluindo:Não podemos enganar a Deus. Alguém pode enganar aos homens, por muito tempo, mas nunca ao Senhor.

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