Uma janela sobre o mundo bíblico

A árvore de natal é um símbolo de natal?



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  • 10/12/2014
Luiz da Rosa

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Nesses dias, em muitas casas e praças importantes das cidades nos deparamos com a árvore de natal. Um símbolo sobre o qual pouco nos interrogamos. Qual o seu significado? Tem ligação com o nascimento de Cristo?

Embora nesses últimos anos a árvore de natal entrou de cheio na lógica do consumismo típica desse período, ela transmite uma mensagem muito importante para nós cristãos. É claro que precisamos ir bem para atrás no tempo para recuperar o sentido escondido na árvore de natal. Vale a pena fazer esse percurso.

Antigamente, no hemisfério norte, na Europa, por exemplo, tinha-se o costume de enfeitar as casas com ramos ou árvores quando começava o inverno, em dezembro. Essa tradição pagã, ligada à veneração das árvores, favoreceu, aos poucos, o desenvolvimento de uma tradição cristã com diversos elementos natalícios: a árvore de natal com decorações é símbolo do mistério vivido no natal, ou seja: o pecado da humanidade, que na Bíblia está ligado à árvore do paraíso e ao seu fruto que tenta Adão, é expiado na noite de natal com a chegada de Cristo no mundo.

 

História da árvore de natal

Na Idade Média, diante das igrejas, como prelúdio das festas de natal, era encenada a história do pecado original, cujo centro estava na árvore da tentação e no seu fruto (a maçã), que na noite de Natal reconquistavam a dignidade perdida, isto é, aquela paradisíaca. Estas encenações deram à árvore de natal o seu significado cristão.

 

Os enfeites da árvore

Nas encenações diante das igrejas se colocavam nas árvores maçãs para lembrar da história de Adão e Eva no paraíso. Mais tarde, as maças foram substituídas pelas bolas de vidro que usamos ainda hoje.

À medida que a árvore passou das praças às casas, como se pode ver em certas descrições de árvores do século XVII, começou-se a pendurar na árvore, junto com as maçãs, também a hóstia (certamente não consagrada). Com isso procurava-se transmitir a mensagem de que depois da maçã, que levou o homem ao pecado e à morte, vem a hóstia, a Eucaristia que doa graça e vida.

Depois começaram a ser usados outros símbolos para decorar a árvore. Conta-se que em Estrasburgo usavam-se rosas, cortadas em papel colorido, lembrando Isaías 11,1, que diz que do tronco de Jessé brotará um rebento, além de placas douradas, que se movimentavam e provocavam pequenos barulhos, lembrando os dons trazidos pelos reis magos.

 

O tipo de árvore

Normalmente se usa o pinheiro (abeto), coisa que não é sem sentido. O seu verde é perene e significa esperança, imortalidade. É uma referência a Cristo, árvore sempre verde. Há também uma ligação com a cruz: se graças à uma árvore, aquela do paraíso, o pecado entrou no mundo, graças a uma outra árvore, o lenho da cruz, obtivemos a redenção, a salvação.

 

Pisca-piscas

Junto com a árvore aparecem os famosos pisca-piscas. É a luz, cujo significado coloca raízes em tempos remotos, nos antigos cultos à luz, nascidos graças ao ciclo côsmico do solstício de inverno (no hemisfério norte), quando o sol começa aumentar o tempo de luz e os dias ficam mais cumpridos. Enquanto os pagãos celebravam o nascimento do sol, a sua vitória sobre as trevas, os cristãos celebram o nascimento do verdadeiro sol, da verdadeira luz de nossas vidas, que é Cristo, nascido de Maria na mangedoura. Portanto, o pisca-pisca lembra a luz que é Cristo.

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