Uma janela sobre o mundo bíblico

O que era o Sinédrio?



  • Pergunta de Mário Teotônio Teixeira, Nova Odessa / SP!
  • 52328
  • 10/01/2014
Odalberto Domingos Casonatto

Olá Mário Teotônio Teixeira de Nova Odessa / SP!

 O Sinédrio era uma importante instância de poder na Palestina no tempo de Jesus, apesar do poder político estar nas mãos dos Romanos. Governos leais a Roma exerciam o poder outorgado por Roma. Em Jerusalém, por ser a capital religiosa do Judaísmo, tendo o templo de Jerusalém, possuía efetivamente o Sinédrio. Deixo algumas orientações que poderão ajudar na compreensão do funcionamento do Sinédrio em Jerusalém.

 Como funcionava o poder no Judaísmo.

 Nas pequenas aldeias o conselho de ancião exercia o poder e resolvia os problemas.

Nas cidades o conselho era formado por fazendeiros, comerciantes, escribas e sacerdotes.

Em Jerusalém: existia um conselho chamado de Sinédrio, que exercia o poder na solução dos problemas. Este conselho era formado por 71 personalidades importantes da sociedade de Jerusalém.

 Quem pertencia ao Sinédrio em Jerusalém:

 1 - Grandes sacerdotes, responsáveis pelo andamento do culto no Templo de Jerusalém.

2 – Os anciãos constituídos de chefes patriarcais de grandes famílias, ricos comerciantes e latifundiários.

3 – Os escribas que eram considerados os intelectuais da época. Podiam ler, escrever e interpretavam as leis judaicas.

 Como funcionava o Sinédrio.

 Era considerado um tribunal com poderes: Criminais, políticos e religiosos.

Funcionava em Jerusalém, na Judéia, mas sua ação e decisões se estendia em toda a Palestina.

Seu lugar de referência era o templo de Jerusalém. Por este motivo o Templo oportunizando decisões políticas e criminais, passa a ser considerado um centro político e religioso.

Jesus foi julgado pelo Sinédrio de Jerusalém. Sendo Judeu passou por esta instância.

Sabemos que Paulo, temendo que o condenasse a morte, alegou o título de cidadão Romano exigindo julgamento em Roma. Foi o que aconteceu!

 Fontes:

 MANZANARES, CÉSAR V., Dicionário de Jesus e dos evangelhos, editora Santuário, Aparecida São Paulo, 1997, pág. 317.

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