Uma janela sobre o mundo bíblico

Conforme Lucas 19,8 presume-se que Zaqueu não era um defraudador. Muitos pregadores pregam invés que sim. A pergunta é: ele era ou não era corrupto?



  • Pergunta de Josue Longarai Dorneles, Sapucaia do Sul / RS
  • 29739
  • 01/02/2014
Odalberto Domingos Casonatto

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Olá Josué Longarai Dorneles de Sapucaia do Sul / RS!
O texto, não descreve Zaqueu com uma pessoa desonesta. Mas o fato de ser um Publicano, cobrador de impostos para uma nação estrangeira, o Império Romano, se pode imaginar que nele existia alguma ação corrupta. O simples fato de ir ao encontro de Jesus buscando mudança de vida atesta uma situação anormal que ele vivia.

Comentando alguns aspectos para confirmar o descrito acima:
Os Publicanos:

Durante a dominação de Roma sobre a Judéia os Publicanos eram os responsáveis pela cobrança e arrecadação de taxas, tributos e impostos.

"E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico." (Lucas 19,1-2)

Os publicanos sofriam o repúdio dos fariseus. Eles cobravam mais impostos do que deveriam cobrar, praticando extorsão e a cobrança ilícita, tornando-os ricos. O povo em geral os considerava traidores, gatunos e ladrões. O ódio da população se estendia a suas famílias .

Aos publicanos era negada a entrada no Templo de Jerusalém e das sinagogas nas cidades. Mal vistos pelos compatriotas, considerados pecadores.

O fato da devolução até quatro vezes, indica que Zaqueu tinha peso de consciência de uma mal feito:

"E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." (Lucas 19,8-9)

A devolução de quatro vezes o valor defraudado, encontramos descrito na lei que previa esta restituição.

“Se alguém furtar um boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas." Êxodo 22,1

Aqueles que reconhecem a Jesus, como senhor e salvador, são transformados em seu caráter. Tornam-se "ex-alguma coisa". Mesmo que não tenham praticado algum pecado considerado de índole "grave", se alguém abre o coração para Cristo, então este alguém tem que ser um "ex-alguma coisa" com Zaqueu não foi diferente, será um “ex-pecador”.

A história da conversão de Zaqueu acontece em Jericó, na Judéia, vale do rio Jordão. Jericó possuía uma vasta área verde com plantações de cereais, devido à abundância de água.

Plantavam-se videiras, figueiras, tamareiras e palmeiras.

Embora Zaqueu como judeu, conhecia a lei de Moisés e dos profetas. Zaqueu foi apresentado no templo, foi circuncidado e participou das festas e ordenanças que o judaísmo previa.

Zaqueu percebeu que o Judaísmo já não era o mesmo, estava sintonizado com a presença dominadora dos Romanos. Estava corrompido. O templo estava cheio de comerciantes salteadores. Os fariseus andavam muito bem trajados, porém com o coração cheio de rapina e perversidade. Jesus mesmo, já os havia chamado de sepulcros caiados.

Zaqueu também se corrompeu, pensou na riqueza e no luxo. Aliou-se a Roma tornando-se um Publicano. No íntimo do seu coração, ele sentia a falta da comunhão perfeita e agradável com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. E ele demonstra isso quando procura ver quem era Jesus.

A Conversão de Zaqueu

Outra característica que a conversão de Zaqueu ensina, é que quando há arrependimento de pecados, há também mudança de atitude.

Temos todos a oportunidade e o convite de Jesus para melhorar a nossa conduta moral na família, no trabalho, na escola, na igreja e em qualquer ambiente social que estivermos.

Fica a lição final, da necessidade de reflexão

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