Uma janela sobre o mundo bíblico

Explicação sobre o livro de Naun 2,4.



  • Pergunta de Ednalva, Salvador
  • 2365
  • 06/04/2014
Luiz da Rosa

O contexto histórico de Naun é aquele de cerca 600 anos antes de Cristo. Precisamos entender a existência do Império Assírio, cuja capital era Nínive, a mesma cidade mencionada no livro de Jonas. Esse império conquistou a Samaria, o Reino do Norte em 722, deportando muitos de seus habitantes e trazendo gente para a região que fez com que o culto a Yahweh na área sofresse influência dos deuses assírios. Tudo isso criou uma profunda separação entre a Samaria (Reino do Norte) e Jerusalém, capital do Reino do Sul.

O profeta tem em mente a derrota da Samria em 722 e sonha ver a destruição do Império Assírio, a queda da cidade de Nínive, que o representa. Na prática, sonha a vingança. Quanto descrito praticamente em todo livro é a torcida que o profeta faz para que o Reino Assírio seja destruído. Isso acontecerá em 612, quando Babilônia conquista e destroi a cidade de Nínive. Para o profeta, embora a conquista seja feita pela Babilônia, é a mão de Deus que que age, vingando-se em nome de Israel. É a destruição da capital do Império Assírio que forma o pano de fundo do versículo que você  cita (menciona também os anteriores, para entender melhor - segundo a Bíblia Católica - entre parênteses o número do versículo conforme a Bíblia Protestante):

2 (1). O DESTRUIDOR subiu contra ti. Guarda tu a fortaleza, vigia o caminho, fortalece os lombos, reforça muito o seu poder.
(2). Os escudos dos seus fortes seräo vermelhos, os homens valorosos estaräo vestidos de escarlate, os carros como tochas flamejantes no dia da sua preparaçäo, e os ciprestes seräo terrívelmente abalados.
(3). Os escudos dos seus fortes serão vermelhos, os homens valorosos estarão vestidos de escarlate, os carros como tochas flamejantes no dia da sua preparação, e os ciprestes serão terrivelmente abalados.
(4). Os carros correrão furiosamente nas ruas, colidirão um contra o outro nos largos caminhos; o seu aspecto será como o de tochas, correrão como relâmpagos.

Históricamente, a destruição de Nínive aconteceu em 612, conquistada pelo Império Babilônico, através de  Nabopolassar.

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