Uma janela sobre o mundo bíblico

O Rio Jordão



  • Estudo
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  • 04/06/2014
Matias Fidelis Angeli

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Trabalhos do Curso de Especialização Estudos Bíblicos da Faculdade Católica de Santa Catarina (FACASC), sob a orientação da Professora Silvia Togneri.

 

Todas as cidades da Bíblia me chamam a atenção, mas o rio jordão especialmente, por ser nele que Jesus foi batizado por João Batista, o precursor, por ser São João Batista o padroeiro de minha cidade, onde desde menino, quando conversava com meu Pai Fidelis, homem grande na fé, e na catequese ouvia as histórias do inicio da vida de Jesus e ficava maravilhado. Enfim, o rio Jordão exerce um “encanto” sobre mim, quer pelas águas que correram sobre a fronte do Mestre e por quantas vezes Ele se utilizou dela para fazer seus milagres, ajudar os povos da região, por tantas vezes ter se referido ao rio que saciou a sede de nossos ancestrais, pelos milagres que ocorreram em suas águas e margens, por tudo o que representa para a humanidade. Eu peço licença à Professora Silvia, para falar um pouco daquilo que me vem à mente, do menino pobre do interior, mas rico, por ter uma família tão feliz, que contava e cantava as histórias de nosso Deus, quer através das missas, do terço, rezado em casa todo as noites, do Terno de Reis, que meus pais, irmãos e avos cantavam nas casas em nossa cidade, da palavra de Deus (Bíblia), quer pelo amor que era nutrido por Jesus e Maria em minha casa de infância e juventude.

O texto na pagina 7, da apostila muito bem produzida, fala que o rio Jordão desce com força a partir do lago Hule até o Lago da Galileia, percorre 15 km., por uma estreita garganta basáltica cujas paredes se elevam a mais de 350 metros de altitude sobre o nível da corrente. Na saída de Hule, o rio esta 2 metros acima do nível do mar Mediterrâneo e quando as águas chegam ao Lago da Galileia a altitude é de 205 metros abaixo do nível do mar. 

Na minha visão inocente de infância, pois não tínhamos tv, nem foto do rio, éramos agricultores e também não tínhamos energia elétrica em casa. Então eu via o rio Jordão como um grande rio caudaloso, largo, com suas águas límpidas, onde as pessoas tinham o prazer de se banhar, os patriarcas, João Batista, os profetas, o povo de Israel e o próprio Jesus atravessavam de uma margem a outra quando tinham que se deslocar de Israel para Amon, por exemplo. Em se tratando de uma região quente e seca de onde a água vem das nuvens, principalmente no verão, e como sempre residi em uma região chuvosa, farta em águas que emergem nas fontes, nos rios e caem do céu, isso me chamava a atenção.

Pesquisando na internet, consegui uma reportagem do jornalista Dirceu Martins que sobrevoou o rio Jordão e contou sobre o que viu em suas margens:

Nada ofusca a beleza do litoral. O rio Jordão nasce nas encostas do Monte Hermon, forma o mar da Galileia, onde Jesus andou sobre as águas e desagua no mar morto. O repórter Dirceu que foi conduzido por um piloto ex-oficial do exercito Israelense, teve toda orientação geográfica para produzir o documentário. Fala dos penhascos de + de 400 m. de altura, das escavações da Cidade de Cesareia, em 1940, construída pelos romanos para servir como porto, que ficou quase 600 anos soterrada, do teatro aberto para 4000 pessoas, que ainda é utilizado pela cidade, do hipódromo, do antigo porto em ruinas, do aqueduto de 17 km., do sopé do Monte Carmelo até Cesareia, que levou 11 anos para ser construído,  e que leva água para irrigar a produção e ser utilizada em toda a cidade, depois o helicóptero sobrevoa o rio Jordão da nascente até o mar morto, na divisa entre Israel e Jordânia tem uma cerca separando as cidades. Desceu na margem do rio mostrando melhor as águas, agora turvas e em pouca quantidade, onde se percebe o rio minguando por conta da retirada de água para ser utilizada na irrigação da agricultura e cidades, mas, nas margens sua vegetação é verde que me faz lembrar quando meu Pai me falava da travessia do povo hebreu para entrar em Canaã, da cura de Naamã e da vida de João Batista.

O rio Jordão não é mais aquele dos meus sonhos, mas, continua me atraindo por tudo o que fez e faz em prol daquele povo e da terra onde a vida teve inicio.

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