Uma janela sobre o mundo bíblico

Sou Professora de Ed. Física e moro em uma cidade pequena na Ilha do Marajó, onde os Pastores da maioria das igrejas evangélicas proíbe que crianças e jovens das suas congregações participem das atividades da disciplina como Esportes, Danças, Teatro, Atividades Aquáticas entre outros conteúdos aprovados pelo MEC e pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). Não quero reprovar meus alunos, mas também não posso dispensá-los das aulas da Ed. Física em virtude das regras de comportamento próprias de cada igreja. Não consigo ver como esse tipo de atividade pode ir contra qualquer comportamento cristão descrito na Bíblia. Como posso explicar para pais, alunos e pastores se necessário a minha posição enquanto Educadora?



  • Pergunta de Indira Vulcão, Bagre / PA
  • 3680
  • 26/06/2014
Odalberto Domingos Casonatto

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Olá, Indira de Vulcão de Bagre / PA!

Está questão é delicada para uma resposta que resolva de vez a questão. São decisões que escapam das nossas mãos a solução que acreditamos seja a mais correta. Esta pergunta foge o objetivo do site, mas como trabalhei como professor toda a minha vida em Escolas, Cursos etc, deixo algumas considerações. Estas poderão te ajudar na reflexão, mas não na solução que depende de outras instâncias. A atitude deste grupo de alunos que a mandado de seus pais não querem fazer educação física e outras atividades aquáticas, etc, não vai ser nós que vamos ter a capacidade de mudar a forma de pensar. Para eles o que fazem é o correto, ignoram o contrário, são indobráveis, e se julgam certos. São grupos fanatizados. Agora, poderia haver um diálogo e haver tentativas de minimizar a situação. Se estas crianças são a maioria na escola, a conversa é outra. Seus pais podem impor uma série de normas.

Por exemplo: Educação Religiosa Escolar, que é obrigatória pelo menos no Sul do Brasil, existe a liberdade de o Pastor ir até a Escola e dar a aula de Religião para seus alunos. Da mesma forma o grupo de alunos católicos etc. Num Brasil que caminha para uma maioria evangélica, terá governos Evangélicos, secretários de educação evangélicos, certamente as orientações serão direcionadas para o maior grupo.

Não vejo um caminho quanto à educação religiosa e outras atividades escolares, como sendo igual para todos.

Existem brechas, onde o governo oficializa Escolas confessionais, que orientam seus alunos baseados nas normas religiosas. Caso em Porto Alegre a Escola Israelita, O Colégio Batista, O Colégio Concórdia, a Universidade Luterana, A Universidade Ritter dos Reis, o Colégio Americano, a PUC, etc... Nestas casas de ensino a pessoa não é obrigada a se matricular, mas uma vez aceita a matricula seguirá o aluno a orientação da Escola.

A Escola Publica, é outra conversa, mas terá que se adaptar a uma população evangélica, que totaliza a metade da população.

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