Uma janela sobre o mundo bíblico

Existe um ateu que não cessa de me atormentar alegando que Jesus não tem nada de pacífico... Jesus condena crianças ao Inferno, caso não O Sigam, e faz Guerra (Apocalipse 19).



  • Pergunta de Paz, Braga
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  • 20/01/2015
Luiz da Rosa

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A primeira coisa que devemos constatar é que não é fácil coonversar com alguém que não está disposto a escutar e ler com mais profundidade o Evangelho. É óbvio que todos nós, que costumamos ler a Bíblia ,sabemos bem que Jesus é pacífico, que a paz é um grande bem deixado por Ele: 

"Deixo-vos a paz, minha paz vos dou" (João 14,27).

Contrasta com essa atitude de Jesus outra passagem onde Ele diz:

"Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada" (Mateus 10,34).

São duas afirmações que aparentemente mostram um contraste: a primeira serve para você dizer para seu amigo que Jesus Cristo traz a paz, enquanto a segunda poderia ser a arma na mão dele para confirmar seu juízo sobre a paz e Cristo. Como entender esse aparente paradoxo?

Essa palavra precisa ser entendida no sentido da Justiça. De fato, na citação de João, acima, Jesus, riferindo-se à paz, completa dizendo: "Não vo-la dou como o mundo a dá". Isto é, Jesus é um sinal de contradição, desmascara os relacionamentos falsos - também em família -, provocando escandalo. E isso ele faz exatamente lá onde não existe justiça. Às vezes realidades sólidas, baseadas em situações de injustiça, fazem pensar em uma pseudo paz. Não é a paz verdadeira. Onde impera essa paz, Deus provoca guerra, por que quer construir uma paz baseada na justiça, uma paz fruto da justiça.

Os profetas certamente, para os governantes iníquos, não eram um sinal de tranquilidade, mas provocavam, intimavam a mudança. Assim é Cristo e também deveriam ser seus seguidores diante situações injustas: precisa fazer guerra contra a injustiça e construir a verdadeira paz, sinal do Reino de Deus!

A menção de Apocalipse 19 não tem nada a ver com esse tema da justiça e da paz. É verdade que se fala de um combate, da guerra do "Fiel" e "Verdadeiro" que combate a besta, finalmente lançada no "lago de fogo". Outros seguidores são mortos "pela espada que saía da boca do Cavaleiro". Essa é uma menção do combate escatológico e, através de símbolos, se sublinha a vitória de Cristo contra aqueles que pregam o mal. A espada é a Palavra, a Boa-Nova, que sai da boca e não é uma verdadeira espada.

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