Uma janela sobre o mundo bíblico

De que ou de quem a Bíblia fala em Apocalipse 17?



  • Pergunta de Ginaldo de Jesus Paixão, Santo Antônio de Jesus / BA
  • 5292
  • 17/08/2015
Odalberto Domingos Casonatto

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Olá Ginaldo de Jesus Paixão de Santo Antônio de Jesus / BA!

No capitulo 17,1 até 19,10 encontramos a resposta para a sua pergunta e vem da nova visão da Babilônia. Na época de João, Roma toma lugar da Babilônia a grande prostituta.

No versículo 17,1 do Apocalipse:

“Vem vou mostrar-te o julgamento da grande prostituta que esta sentada a beira de águas copiosas, os reis da terra se prostituirão com ela, e com o vinho da sua prostituição embriagaram-se os habitantes da terra” (Apocalipse 17,1-2) Bíblia de Jerusalém.

Roma imperial (Apocalipse 17,1-6) é comparada a uma prostituta que esta sentada sobre o monstro. Roma é uma cidade pagã, idólatra, perseguidora, personificada pela maldade de seus imperadores. Suas vestes são vaidosas, e esta satisfeita com a importância frente as outras cidades e nações, esta embriagada pela glória efêmera. O sangue dos mártires derramado (Roma e a matança dos primeiros cristãos) é o vinho de sua embriaguez. Sua maldade e injustiças praticadas por Roma recebem o nome de “Babilônia”, significando (confusão, desordem). Nela esta personificado o orgulho e a própria auto-suficiência. Quem poderá se opor ao seu poder e a força de seus exércitos.

A prostituta estava embriagada não com vinho, mas com o sangue dos mártires.

Um anjo explica “o mistério desta mulher” e deixa bem claro que se trata de Roma, capital do Império (17,9).

“Aqui é necessário a inteligência que tem discernimento: as sete cabeças são sete montes sobre os quais a mulher está sentada.”(Apocalipse 17,) Bíblia de Jerusalém.

Termina a explicação concluindo:

18"A mulher que viste, enfim é a grande cidade que está reinando sobre os reis da terra!” (Apocalipse 17,18) Bíblia de Jerusalém.

Consulta:

MESTERS, Carlos, Esperança de um povo que luta o apocalipse de São João uma chave de leitura, Paulinas, São Paulo, 1982, pag. 69-70

RICHARD, PABLO, Apocalipse, reconstrução da Esperança, Vozes, Petrópolis, 1996, pág 217-240

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