Uma janela sobre o mundo bíblico

Estudando a Bíblia, vejo que há muita discordância entre católico e evangélico; um deles não está se estribando em seu próprio entendimento?



  • Pergunta de duenefer oliveira, novo Hanburgo rs
  • 1912
  • 06/12/2015
Luiz da Rosa

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Com certeza nos apoiamos em nosso próprio conhecimento, quando fazemos qualquer coisa, inclusive quando lemos e interpretamos a Bíblia. É impossível ver o mundo sem uma subjetividade, assim como é impossível ler a Bíblia sem acrescentar algo de próprio. Isso, inclusive, faz parte da dinâmica da Palavra de Deus, que não é coisa morta, mas vive em nós. Só colocando algo nosso, a Palavra de Deus continua atual, pois ela não vem de fora da realidade humana. A revelação se dá na história e, embora a revelação plena tenha já acontecido em Cristo, o que acontece conosco influencia o nosso entendimento da revelação divina, nos ajuda a entender e desvelar quem é Deus. Por isso, sublinho que a subjetividade, que colocamos como chave de leitura dos textos bíblicos, não é, em princípio, uma coisa negativa.

É óbvio que a subjetividade precisa também ser depurada, precisa buscar a identificação com a vontade divina. Não podemos pensar que Deus está ao nosso serviço, que confirma nossas escolhas erradas. Muitas vezes, na história, a Bíblia foi usada para justificar passos falsos da humanidade e até hoje isso acontece em situações singulares. Embora fora do mundo cristão, vemos como hoje, muitas vezes, um livro sagrado pode ser usado para fundamentar ações completamente contrárias àquilo que o texto diz. Esse é um perigo que precisa ser evitado, sem dúvidas. Por isso, você tem razão ao chamar a atenção para o perigo da subjetividade na interpretação da Bíblia. É uma faca de dois gumes: muito boa, mas que comporta certo perigo; precisa ser usada com prudência.

Em relação às diferentes intrepretações da Bíblia dentro de cada denominaçõe religiosa, sabemos que é uma questão histórica. Todavia é também verdade que a Bíblia tem se demonstrato um elemento de agregação entre participantes de igrejas diferentes, que se unem exatamente para ler a Palavra de Deus, juntos. Um exemplo concreto disso é o CEBI. É evidente que muita estrada ainda precisa ser feita e cada um de nós é convidado a promover o diálogo, oxalá incentivado pela leitura bíblica.

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