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Particularidade sobre os sigilos em Jerusalém



Luiz da Rosa

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As escavações que atualmente se realizam na cidade de Jerusalém, no local chamado “Cidade de Davi”, têm permitido descobrir uma particularidade sobre os sigilos usados pelos antigos habitantes da cidade. As evidências arqueológicas confirmam que até o século IX antes de Cristo (época da divisão dos reinos, Jeroboão e Roboão, logo após Salomão) era costume usar sigilos com elementos decorativos como imagens de barca ou animais, sobretudo peixe e passarinhos. Porém, a partir do século seguinte, nota-se que os comerciantes e as autoridades públicas começaram a inserir nos seus sigilos o próprio nome.

Nas escavações na sorgente de Gihon, sempre na zona da Citade de Davi, os arqueólogos encontraram cerâmicas que são do Segundo Período do Ferro, isto è, do VII século antes de Cristo (época de Zacarias, Ozias, Oséias, Isaías…). Junto com esse material, encontraram também 3 bullae, nome arqueológico que designa cilindros de argila usados para sigilar cartas e produtos do comércio, e ainda dois sigilos de pedra. Todos esses sigilos têm nomes escritos em hebraico. Um dos sigilos, que aparece na foto, pertenceu a um habitante de Jerusalém chamado “Rephaihu (filho de) Shalem”.

Os responsáveis por essas escavações são os professores Ronny Reich, da Universidade de Haifa, e Eli Shukron, do Departamento de Antigüidades de Israel.

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