Uma janela sobre o mundo bíblico

Por que os apócrifos são rejeitados pelas doutrinas de hoje? Será que eles não completam algumas lacunas da Bíblia?



  • Pergunta de André Góis, Salvador - BA
  • 1308
  • 09/10/2016
Odalberto Domingos Casonatto

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Olá André Góis de Salvador - BA !

Os apócrifos não foram incluídos no conjunto dos livros bíblicos simplesmente porque não correspondiam a todos os critérios que a equipe de estudiosos colocaram para serem autênticos. Em outras palavras, encontramos histórias fantasiosas de Jesus ou doutrinas gnósticas nos textos.

Assim para os protestantes os livros do Antigo Testamento só foram considerados os que vieram da Bíblia Hebraica escritos em hebraico. Os que vieram da Septuaginta, que incluíam alguns livros escritos em grego foram rejeitados. Os protestantes passaram a chamar estes livros do Antigo Testamento escritos em grego como apócrifos.

Para o Novo Testamento com seus 27 livros os estudiosos que formaram o cânon do Novo Testamento, usaram-se outros critérios. Para os evangelhos aceitaram 4, os mais divulgados, chamados de Mateus, Marcos Lucas e João.

Os escritos de evangelhos que narravam alguma história fantasiosa de Jesus, foram eliminados como livros do Novo testamento. Ou os livros que continham ideias vindas do gnosticismo, muito divulgado na época.

Coloco um texto como ilustração que se encontra no Evangelho do Pseudo Mateus XXVII:

“Depois disto a vista de todos, Jesus tomou do barro dos laguinhos que fizera e dele formou doze pássaros. Mas era sábado, quando isto aconteceu, e como ele estavam muitos meninos. Um judeu, que o viu fazer tais coisas, disse a José: “Escuta José, não vês o menino Jesus trabalhar aos sábados, coisa que como sabes, está proibida? Fez doze passarinhos do barro.” Ouvindo isto José censurou o menino, dizendo: “Porque fazes tais coisas em sábado, sabendo que está proibido?”. Jesus ouvindo, porém, José e batendo palmas, disse aos passarinhos: “Voai!” E, ouvindo a ordem de sua voz começaram a voar.” (Zilles, U, Evangelhos Apócrifos, Coleção Teologia 17, Porto Alegre 2004, pág.74).

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