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Bíblia na China



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No seu site oficial, o Comitê Organizador das Olimpíadas de Pequim avisa aos visitantes dos jogos que cada um pode “trazer consigo apenas 1 bíblia para a China”. Contudo, no país onde o Partido Comunista proíbe aos seus membros de participar de grupos religiosos, uma editora em Nanjing imprimiu no ano passado 6,7 milhões de bíblias. Desse número, mais de 3 milhões de volumes foram destribuídos na própria China; as outras bíblias foram exportadas para outros países. As máquinas da empresa Nanjing Amity Printing podem produzir 42 volumes por minuto. Nas últimas semanas foram imprimidas 50 mil cópias do Novo Testamento, para serem distribuídas durante os jogos olímpicos.

Apesar dessa intensa produção de volumes da Bíblia, na China os líderes políticos reprimem as expressões de fé. De fato, a venda da bíblia é proíbida fora das igrejas e seminários registrados e autorizados pelo regime. Por isso é difícil fazer chegar a Palavra de Deus aos cerca de 700 milhões de pessoas que vivem nas zonas rurais. Depois da revolução de Mao Zedong ter uma Bíblia comportava grande risco de ser perseguido. Após a morte de Mao, houve uma aparente reforma e a partir de 1979 o governo começou a permitir que a Bíblia fosse imprimida, embora continue a restrição à liberdade de culto.

A “fábrica” de bíblias tem como sócio as Sociedades Bíblicas Unidas, uma organização com sede na Inglaterra, que trabalha para difundir a Palavra de Deus.

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