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Encontrado sarcófago de filho de um Sumo Sacerdote



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Em Jerusalém, na zona de segurança, na parte norte, foi encontrado, há poucos dias, um sarcófago do período do segundo templo (500 antes de Cristo a 70 depois de Cristo), com a inscrição: “Ben haCohen HaGadol” (filho do sumo sacerdote). Trata-se de um pedaço da tampa do sarcófago e por causa do estilo da escritura a datação é certa.

Muitos sumo sacerdotes prestaram serviço no Templo durante aquele período e portanto é quase impossível saber filho de quem era a pessoa colocada dentro do sarcófago. Os espertos, contudo, dizem que seria alguém que viveu entre os anos 30 a 70 depois de Cristo. Os sumo sacerdotes deste período foram Caifas, Teófilo (Yedidiya) Ben Hanan, Simão Ben Boethus, Hanan Ben Hanan e outros.

A descoberta foi realizada pela instituição governamental arqueológica da Judéia e Samaria, liderada por Naftali Aizik e Benyamin Hareven, com o financiamento do ministério da defesa. Durante as escavações foram descobertos ainda edifícios públicos e residências, locais agrícolas, piscinas e cisternas que podem ser datadas entre o primeiro e o sétimo século.

A zona onde os trabalhos estão sendo realizados pode ser identificada com as periferias modernas das cidades. Ali se concentrava a população que trabalhava na cidade. O local descoberto seria de propriedade de um dos sumo sacerdotes do Templo de Jerusalém e o filho teria morrido enquanto o pai exercia o mandado. Foi hipotizado que também o sumo sacerdote, com toda a sua família, teria sido sepultado no mesmo local do filho, embora ainda não foram encontrados indícios que confirmam a hipótese.

O pedaço do sarcófago foi encontrado entre restos de construções mais recentes. Os arqueólogos pensam que foi reutilizado para a construção de algum edifício muçulmano, construído sobre as ruínas das casas que ali existiam.
O sumo sacerdote era o chefe dos sacerdotes do Templo, mas a sua grande importância está sobretudo na função especial que exercita durante a festa do Youm Kippur. Era o único dia em que somente ele podia entrar no Santo dos Santos. A Mishná conta que antes de entrar ele precisava passar entre as tendas que separavam o ingresso do Templo e o logal sagrado, o Santo dos Santos. Ali ele ascendia os incensos e provavelmente dizia: “todo o templo é cheio da fumaça dos incensos.”

Até o período helenístico (tempo de Antíoco Epifânio IV), o cargo do sumo sacerdote era algo hereditário, mas em seguida passou a ser uma indicação feita pelos governantes. Durante o tempo de Herodes, também pessoas que não viam de Jerusalém foram nomeadas como tais. Nesse período, o sumo sacerdote recebia um salário.

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