Uma janela sobre o mundo bíblico

O tempo perdido na vida de pecado será contato no livro no dia do juízo, mesmo se eu me reconciliar?



  • Pergunta de Rudiéry, Botucatu
  • 1101
  • 27/07/2017
Luiz da Rosa

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Coloco aqui abaixo toda o texto enviado:

Eu me batizei com 15 anos e uns dias antes tinha dito a minha mãe que eu não queria, mas ela insistiu e me batizei não totalmente por vontade minha... Passou pouco tempo e o meu pastor me xingou de filho da pomba gira e de demônio. Esse pastor era bem considerado por mim e tinha um enorme carinho por ele. E, enfim, me desviei, conheci o mundo das drogas, entrei para o trafico, fiz assaltos e fui preso no artigo 157, há pouco mais de 2 anos e agora estou na rua. E como sou conhecedor da palavra, fico muito atento aos sinais e neste ano de 2017, com muitas coisas acontecendo, vejo que está muito perto a vinda do nosso Jesus. Gostaria de saber: Esse tempo perdido será contato no livro no dia do juizo, mesmo se eu me reconciliar? Hoje tenho 23 anos e atualmente são 8 - 9 anos no pecado depois de ter nascido em Cristo e tenho que ficar mais tempo sendo uma pessoa correta aos olhos de Deus, para não chegar no dia e Jesus falar: Apartai-vos de mim que não te conheço, assim como as virgens na passagem bíblica.

Muita gente vive dramas como esse seu, alguns de maneira consciente e outros sem fazer a reflexão que você nos propõe. Quando conhecemos a proposta de Cristo, é natural comparara o nosso comportamento com a mensagem de salvação trazida por Ele. A reflexão nos julga, pois percebemos, como já havia feito Paulo em Romanos 7, que "pela razão sirvo à lei de Deus e pela carne à lei do pecado" (Romanos 7,25). Em nós existe o pecado, que nos leva a "não fazer o bem que quero, mas pratico o mal que não quero" (Romanos 7,19).

Esse conflito, volto a sublinhar, é inerente a todo cristão. Trata-se da natureza humana, inclinada ao pecado. Todavia, sabemos bem que essa natureza foi redimida por Cristo, que salva a todos, independente da raça ou da própria vontade. A redenção é um dom, um presente que nos é dado.

É normal nas pregações de pastores sublinhar uma moral que reprime, que nos leva a rever a própria vida e a conformá-la com a proposta que encontramos na Palavra de Deus. Todavia precisamos também ver a misericórdia divina como um elemento da revelação. Deus acolhe quem cai e espera de braços abertos a volta do filho arrependido. Isso nos ensina a parábola mais famosa contada por Jesus, em Lucas 15, a história do filho pródigo. O filho faz a sua caminhada, longe de Deus, mas Deus não esquece dele e todo dia espera a sua volta, a sua conversão, o seu retorno à casa. É óbvio que Deus, tendo nos dado o dom da liberdade, não obriga à conversão, mas não afasta ninguém que queira voltar.

Portanto, no seu drama, pense principalmente nesse aspecto da misericórdia divina: Deus lhe espera, de braços abertos, sem prejuízos, em qualquer momento. Você deve decidir a voltar, a deixar-se abraçar pelos seus braços misericordiosos e começar uma vida nova, com uma roupa nova, uma roupa de festa, digna da natureza divina que é em nós.

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