Quando falamos de "cativeiro de Israel" normalmente se subentende o período de cerca de 50 anos em que o povo de Jerusalém esteve como prisioneiro na Babilônia, vivendo no exílio. É mais comum chamar esse período de "Exílio Babilônico" ou simplesmente "exílio".

Aconteceu que os hebreus, que viviam na Palestina, definida na Bíblia como Terra Prometida, sofriam muito as intenções de expansão dos impérios que dominavam as áreas circunstantes, principalmente dos povos que habitavam a zona dita Mesopotâmia. Dois impérios principalmente deram trabalho para os hebreus, os assírios e os babilônios. Primeiro caiu a região da Samaria, em 722 antes de Cristo. Mas a destruição mais terrível aconteceu cerca de 150 anos mais tarde, em mais de uma fase. Na fase final de ocupação, que se deu no ano 587, Nabucodonosor invadiu Jerusalém, destruiu o templo e levou o povo da cidade como prisioneiro para Babilônia, onde atualmente é o Iraque. Lá os judeus permaneceram como escravos, sem poder livremente viver a própria religião, até que apareceu Ciro, que concedeu ao povo a possibilidade de voltar para Jerusalém e reconstruir o Templo. Isso aconteceu em 538, cerca de 50 anos depois da destruição do Templo.

Na Bíblia, você pode ler o livro de Jeremias, com os seus vários apelos para a conversão do povo, para que evitem o exílio, mas também Ezequiel (exiliado com o povo) e Daniel. Esdras e Neemias falam da volta do povo.

 

Escravidão no Egito

Além desse cativeiro, poderíamos mencionar algo que aconteceu vários séculos antes desse episódio, no tempo dos patriarcas: o período em que o povo hebreu foi escravo no Egito. Nesse caso, a história é mais complexa e é descrita no livro do Êxodo. José, filho de Jacó, foi vendido pelos Irmãos como escravo para uma caravana que ía para o Egito. Chegando lá, foi bem aceito pela classe dirigente e se tornou ele mesmo alguém de muita importância. Vista a carestia na Terra Santa, todo a família do patriarca Jacó foi para o Egito e assim os hebreus se estabeleceram lá. Passados alguns séculos, os egípcios não viram mais com bons olhos esse povo estrangeiro e começaram a submetê-los a trabalhos escravos e se tornaram assim sem liberdade na terra do Egito. Foi então que apareceu Moisés para libertar o povo e conduzi-lo pelo deserto, durante 40 anos, até a entrada na Terra Prometida. Isso aconteceu certa de 700 anos antes da destruição de Jerusalém por Nabucodonossor.